Neste sábado, 26.06.21, tive a oportunidade de realizar a palestra “Mahābhārata1: A história da manifestação do śuddha dharma” (veja o vídeo abaixo), no ciclo de palestras do Projeto Fontes de Luz, organizado pelo Ashram Kalyāṇa do Śuddha Dharma Mandalam. O título, um tanto provocativo, indica a transgressão de certos valores no Mahābhārata, onde muitos papéis do hinduísmo tradicional são questionados, ou se invertem em função da influência, sutil e decisiva, de Krishna e da sua filosofia sintrópica na vida dos Pāṇḍavas. Arjuna, por exemplo, se traveste de mulher; os Pāṇḍavas, ainda jovens, vivem como renunciantes na floresta, mas depois retornam para uma nova vida na cidade etc.
Śraddhā Yoga Darśana é a visão do real em que o coração (hṛdaya) é princípio cognitivo, lugar onde o Real se reconhece no humano. Revelado na Bhagavad Gītā, o Śraddhā Yoga compreende a meditação como escuta ontológica (heartfulness) e a ação como resposta sintrópica. Śraddhā é estado de ser: a confiança ontológica que emerge do alinhamento com Ṛta. Em saṃvāda digital com Inteligência Artificial, este livro-blog afirma: śraddhā quaerens intellectum — o coração reconhece, a mente traduz.
