Ensaio sobre a ontologia e a fenomenologia da convergência interior
![]() |
| O ancestral Śuddha Yoga tornando-se Śraddhā Yoga no coração de Arjuna. |
Epígrafesśraddhāmayo 'yaṁ puruṣo yo yacchraddhaḥ sa eva saḥ“A pessoa é feita de śraddhā: ela é aquilo em que sua śraddhā consiste.”(BhG 17.3)eṣa te 'bhitāḥ kāṅkṣito dharmo hy ātmano mama priyasya te“Este yoga ancestral hoje te revelo, porque és meu devoto e meu amigo.”(BhG 4.3, paráfrase do sentido)
Introdução: o problema da novidade
A Bhagavad Gītā começa onde tantas crises verdadeiras começam: numa paralisia que se apresenta como dúvida moral. Arjuna não quer lutar — mas não é simplesmente a violência que o detém. A raiz da crise é uma insuficiência de śraddhā. Ele não sabe em que confiar. Seu entendimento pessoal se desviou pelo apego ao fruto da ação, sob o efeito da ignorância em relação ao dharma supremo:
kārpaṇya-doṣopahata-svabhāvaḥ pṛcchāmi tvāṁ dharma-sammūḍha-cetāḥ“Minha natureza está ferida pela miséria interior. A mente confusa quanto ao dharma, pergunto a Ti.”(BhG 2.7)



