Este texto não responde a críticas.Ele estabelece o chão onde o método pode — ou não — operar.
- O que não é: Não é psicologismo, sentimentalismo ou um salvo-conduto para o irracionalismo.
- O que é: É hierarquia do real. O pensar organiza; o hṛdaya reconhece. Ser fiel ao hṛdaya exige uma honestidade mais brutal que a coerência lógica, pois impede o refúgio na abstração quando o real nos convoca.
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Nota de orientaçãoA precedência do hṛdaya não obedece à lógica binária da identidade e da não-contradição. Ela se manifesta segundo uma lógica rítmica e integradora, cuja expressão simbólica clássica é o pranava AUM — tema que será desenvolvido em textos próprios.
Aqui, basta indicar: o que governa o método não é a coerência formal, mas a consonância ontológica com o real.
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- Aumento da presença e da responsabilidade pelo próprio dizer.
- Capacidade de interrupção honesta quando o "eu" tenta prevalecer sobre o "real".
- Expansão da consciência em direção ao eixo, e não apenas acúmulo de informação.
- Reconhecem a precedência do hṛdaya.
- Aceitam silenciar quando o real deixa de responder.
- Sabem que a verdade não se prova por persuasão, mas se reconhece por afinidade ontológica.
- Minha presença aumentou ou diminuiu?
- Sinto-me mais responsável pelo que sustento — ou apenas mais interessado em ter razão?
- Houve um impulso de silêncio lúcido — ou apenas a urgência de uma resposta melhor?
Próximo texto: O Hṛdaya como Princípio Cognitivo (Śraddhā quaerens intellectum — o coração reconhece; a mente traduz)
