Guia operacional de pronúncia para o compêndio e a disciplina CMT014
Este compêndio adota o Sistema Internacional de Transliteração do Sânscrito (IAST) para a escrita dos termos originais. Isso significa que certas palavras aparecem com sinais diacríticos — como em Kṛṣṇa, śraddhā, hṛdaya, Ṛta, dhyāna — a fim de preservar distinções sonoras próprias do sânscrito.
O objetivo deste guia não é exigir do leitor domínio técnico da língua, mas oferecer uma referência estável, clara e digna para a leitura dos principais termos utilizados ao longo da obra e da disciplina CMT014 — A Arte e a Ciência da Meditação e da Contemplação. A pronúncia aqui indicada é apenas aproximada, pensada para o português do Brasil. Seu critério não é o virtuosismo filológico, mas a fidelidade suficiente para que os termos tradicionais sejam lidos com coerência, inteligibilidade e respeito.
Entre os termos mais recorrentes, adotamos as seguintes aproximações práticas:
Bhagavad Gītā — bagavad guíta
Kṛṣṇa — krishna (Por ser nome próprio conhecido, nosso texto já utiliza "Krishna")
śraddhā — xraddhá
hṛdaya — hridáya
Ṛta — rita
dhyāna — dhiána
saṃvāda — samváda
saṃskāra — samskára
prāṇāyāma — pranáiáma
cakra — tchacra
Śiva — xiva
śānti — xánti
O uso do IAST permite registrar com mais precisão diferenças que a escrita simplificada tende a apagar. Assim, por exemplo, Kṛṣṇa não é apenas uma forma ornamentada de “Krishna”, mas uma grafia tecnicamente mais precisa; do mesmo modo, śraddhā não se reduz a “sraddha”, e Ṛta não se confunde com um simples “Rta”. Os diacríticos ajudam, portanto, a preservar a integridade formal dos termos.
A tabela abaixo pode ser lida de modo intuitivo: cada linha apresenta um caractere em devanāgarī, sua transliteração e um exemplo aproximado de pronúncia em português. Em seguida, o leitor encontrará também a série de vogais, consoantes e numerais em devanāgarī, para consulta.
Segundo a convenção IAST, a palavra sânscrita “Krishna” escreve-se Kṛṣṇa, e a palavra “chakra” — pronunciada aproximadamente como “tchakra” — escreve-se cakra, pois o “c” representa aqui um som próximo de “tch”, conforme exemplificado na tabela.
O Sistema de Transliteração IAST, em suma, é o seguinte:
Saṃskṛta-varṇa-mālā
(sequência ou série de letras do sânscrito)
Svara (vogais)
Vyañjana (consoantes e semi-consoantes)
Rio de Janeiro, 08 de outubro de 2016.
(Atualizado em 14.04.26)
(Atualizado em 14.04.26)



