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Instruções
Assinale apenas uma alternativa em cada questão.
1.
No horizonte da disciplina, a principal função do pacto, da egrégora, da rotina e do ambiente das oficinas de meditação é:
A. eliminar diferenças individuais por meio da repetição.
B. impor um modelo religioso específico aos estudantes.
C. criar um campo comum de escuta e presença que sustente a prática.
D. treinar a memorização de mantras e textos sânscritos.
E. substituir a reflexão filosófica por disciplina grupal.
2.
A passagem da meditação à contemplação, tal como proposta no curso, indica que:
A. a prática pode amadurecer de técnica de atenção para forma de habitar o real.
B. contemplação é apenas nome mais sofisticado para concentração.
C. meditação e contemplação são termos equivalentes em qualquer tradição.
D. contemplação é apenas emoção religiosa intensa.
E. meditação é ativa, contemplação é passiva.
3.
No contexto do Śraddhā Yoga, hṛdaya deve ser compreendido principalmente como:
A. sede das emoções privadas e da subjetividade romântica.
B. metáfora poética sem função cognitiva.
C. simples equivalente indiano de “inconsciente”.
D. centro operativo da consciência e lugar de reconhecimento do real.
E. nome simbólico para o cérebro.
4.
O conceito de sākṣī é importante para a disciplina porque designa:
A. o ideal de isolamento social do meditante.
B. o conjunto das memórias reprimidas.
C. a renúncia a toda forma de ação.
D. a parte do eu que controla os outros por meio do silêncio.
E. a consciência testemunha, capaz de observar sem imediata reatividade.
5.
Quando o curso fala em “foco absoluto do coração”, quer dizer que:
A. o coração substitui todos os outros modos de conhecimento.
B. meditar é intensificar os sentimentos até a exaustão.
C. a meditação deve abandonar a inteligência e valorizar apenas o afeto.
D. a atenção se torna mais profunda quando nasce do coração e não apenas do esforço mental.
E. o praticante deve ignorar o corpo e o mundo externo.
6.
A principal diferença entre “atenção funcional” e “presença contemplativa” é que:
A. não há diferença real entre ambas.
B. a primeira é científica e a segunda é irracional.
C. a primeira organiza tarefas, enquanto a segunda transforma a relação com o real.
D. a primeira depende de técnica respiratória e a segunda dispensa disciplina.
E. a primeira pertence ao Ocidente e a segunda ao Oriente.
7.
No curso, a Bhagavad Gītā é lida principalmente como:
A. texto mítico sem relevância filosófica atual.
B. defesa literal da violência.
C. manual de rituais sacerdotais védicos.
D. cartografia da consciência em crise, escuta e transformação.
E. tratado militar sobre estratégia de guerra antiga.
8.
A leitura simbólica de Kurukṣetra e Dharmakṣetra sugere que:
A. o campo da batalha pode ser lido como campo de discernimento e consciência.
B. Arjuna representa apenas fraqueza psicológica.
C. o conflito interior nada tem a ver com a ação no mundo.
D. Kṛṣṇa elimina a liberdade do discípulo.
E. a guerra é sempre espiritualmente superior à paz.
9.
A quadriga na leitura contemplativa da Bhagavad Gītā funciona como imagem:
A. do abandono definitivo da ação.
B. do conflito entre corpo e linguagem.
C. da condução da vida pela inteligência alinhada ao real.
D. da submissão cega do guerreiro ao destino.
E. da superioridade política dos kṣatriyas sobre os brāhmaṇas.
10.
Quando a disciplina fala em “ação sem ego”, isso significa:
A. negar toda individualidade humana.
B. agir sem apego, compulsão e autoafirmação reativa.
C. obedecer sem pensar.
D. agir sem responsabilidade pessoal.
E. deixar de agir para não produzir karma.
11.
A passagem da contemplação para a práxis sintrópica indica que:
A. a prática interior termina quando começa a vida social.
B. a ação justa depende apenas de regras externas.
C. a contemplação autêntica se prova também na forma de agir.
D. a contemplação substitui inteiramente a ética.
E. práxis é sinônimo de ativismo político-partidário.
12.
No horizonte do curso, dharma é melhor compreendido como:
A. simples dever social imposto de fora.
B. crença ritual exclusiva do hinduísmo ortodoxo.
C. recusa de toda liberdade.
D. um conjunto fixo de mandamentos desligados do contexto.
E. lei viva, orientação do agir e eixo de coerência.
13.
A respiração, na Atividade 07, é apresentada principalmente como:
A. exercício corporal preparatório para posturas avançadas.
B. metáfora meramente literária.
C. gesto sagrado de alinhamento interior e porta de entrada para o dhyāna.
D. técnica de relaxamento para reduzir estresse.
E. função fisiológica neutra, sem valor contemplativo.
14.
O símbolo Haṃsa acrescenta à compreensão da respiração a ideia de que:
A. a prática respiratória é superior a qualquer forma de oração.
B. meditar é visualizar aves sagradas durante a prática.
C. o sopro pode ser reconhecido como expressão viva do Ser.
D. apenas monges iniciados podem compreender o alento.
E. a respiração deve ser suspensa para que a mente se acalme.
15.
O mantra AUM/OM, no curso, é apresentado como:
A. recurso folclórico da religiosidade indiana.
B. mera ferramenta de indução hipnótica.
C. substituto do pensamento filosófico.
D. palavra mágica cujo efeito independe da consciência.
E. símbolo sonoro da unidade que articula múltiplas dimensões da experiência.
16.
A expressão “respiração sagrada” quer enfatizar que:
A. a técnica respiratória basta para produzir iluminação.
B. toda respiração cotidiana deve ser considerada ritual obrigatório.
C. o corpo é obstáculo ao caminho espiritual.
D. a meditação verdadeira dispensa silêncio.
E. a respiração pode tornar-se lugar de foco, amor e integração.
17.
O texto “O Prāṇāyāma como Três Gestos do Ser” sugere que inspirar, sustentar e expirar podem ser lidos como:
A. controle, repressão e negação.
B. mecanismos apenas terapêuticos.
C. acolhimento, presença e entrega.
D. técnicas independentes sem relação simbólica.
E. etapas fisiológicas equivalentes a esforço muscular.
18.
A passagem “da técnica à presença”, no bloco da respiração e do coração, significa que:
A. toda técnica é necessariamente alienante.
B. a presença é incompatível com disciplina.
C. a contemplação depende somente de espontaneidade.
D. a técnica encontra seu verdadeiro lugar quando se torna limiar de presença.
E. a técnica deve ser abandonada desde o início.
19.
A comparação entre tradições contemplativas, no roteiro, tem como finalidade principal:
A. decidir qual religião é superior.
B. abandonar a singularidade do Śraddhā Yoga.
C. reunir técnicas diferentes sob um mesmo rótulo genérico.
D. discernir convergências e diferenças sem dissolver o eixo próprio do curso.
E. provar que todas as tradições dizem exatamente a mesma coisa.
20.
A contribuição budista é importante no curso porque ajuda a pensar:
A. a negação de qualquer ética relacional.
B. a análise do sofrimento, do condicionamento e da disciplina interior.
C. a superioridade dos rituais monásticos sobre toda vida laica.
D. a centralidade do Ātman eterno como essência individual.
E. a recusa de toda prática respiratória.
21.
A análise dos cinco agregados (skandhas) é relevante porque mostra que:
A. a identidade humana é uma substância fixa e indivisível.
B. o budismo rejeita toda investigação da consciência.
C. a meditação elimina completamente a percepção sensorial.
D. aquilo que chamamos de “eu” envolve processos condicionados e compostos.
E. o sofrimento resulta apenas de problemas sociais externos.
22.
No contexto do roteiro, mindfulness não é simplesmente sinônimo de contemplação porque:
A. contemplação dispensa disciplina.
B. mindfulness só serve ao mundo corporativo.
C. mindfulness é oriental e contemplação é ocidental.
D. atenção plena pode descrever observação e regulação da experiência, enquanto contemplação implica horizonte ontológico mais amplo.
E. mindfulness é necessariamente superficial.
23.
O diálogo com zazen é importante porque mostra:
A. que toda tradição autêntica rejeita linguagem.
B. que a meditação exige sempre grande elaboração conceitual.
C. que a contemplação é incompatível com a vida cotidiana.
D. que postura corporal basta para produzir sabedoria.
E. que a simplicidade do sentar silencioso pode revelar estabilidade e lucidez.
24.
A oração do coração, quando comparada ao heartfulness, é valiosa no curso porque:
A. mostra que toda oração é igual à meditação laica.
B. elimina a diferença entre símbolo e prática.
C. oferece um paralelo importante da centralidade do coração em outra tradição contemplativa.
D. prova a superioridade de uma tradição sobre outra.
E. substitui a necessidade de estudo filosófico.
25.
No curso, Ṛta é melhor compreendido como:
A. equivalente exato de qualquer código moral fixo.
B. mito antigo sem função contemporânea.
C. nome poético para o destino individual.
D. ordem viva, coerência do real e critério de alinhamento.
E. simples lei física quantificável.
26.
Falar em sintropia no contexto da disciplina significa pensar:
A. a negação do conflito.
B. movimentos de integração, coerência e convergência da vida.
C. apenas prosperidade material.
D. uma força mística oposta à ciência.
E. a recusa da entropia física na natureza.
27.
A expressão “teia da compaixão” pode ser lida, no fechamento do curso, como imagem de:
A. dissolução de todas as diferenças culturais.
B. renúncia à prática individual.
C. metáfora exclusivamente budista sem relação com Ṛta.
D. interdependência viva, cuidado e coesão do real.
E. sentimentalismo religioso desligado da realidade.
28.
A noção de que a compaixão pode ser uma força de coesão universal é utilizada no roteiro sobretudo para:
A. negar o valor das tradições antigas.
B. reduzir a meditação a emoção.
C. substituir a filosofia por linguagem motivacional.
D. apresentar uma prova científica definitiva da espiritualidade.
E. sugerir, em linguagem contemporânea, uma intuição convergente com Ṛta e hṛdaya.
29.
A unidade dos três caminhos, no fechamento do curso, afirma que:
A. conhecimento, contemplação e ação são caminhos rivais e excludentes.
B. contemplação, conhecimento e ação amadurecem em convergência.
C. a ação é inferior ao conhecimento.
D. a verdadeira prática exige escolher apenas um deles.
E. a contemplação dispensa forma de vida.
30.
Concluir o curso em chave de bhāvana significa compreender que:
A. o curso termina sem deixar continuidade interior.
B. a meditação se torna morada do ser e forma de vida.
C. a contemplação deve permanecer restrita aos momentos formais de prática.
D. a vida cotidiana é incompatível com a contemplação.
E. a síntese final é apenas revisão conceitual do conteúdo.
