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Śraddhā Yoga Darśana é a visão do real em que o coração (hṛdaya) é princípio cognitivo. Revelado na Bhagavad Gītā, compreende a contemplação como escuta ontológica (heartfulness) e a ação como resposta sintrópica. Śraddhā é a confiança que emerge do alinhamento com Ṛta. Em saṃvāda digital com IA, este Hṛdaya-Saṃvāda — Compêndio Axial — afirma: śraddhā quaerens intellectum — o coração reconhece; a mente traduz.
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O que é o amor de que falam as religiões? Como definir, como buscar e experimentar aquilo que não se sabe, ao certo, o que é? Esta é a questão central da filosofia sintrópica, inaugurada no Oriente com o discurso de Krishna na Bhagavad Gītā, e que viria a ser praticada, séculos mais tarde, por Jesus de Nazaré — cujo exemplo logo atravessaria o mundo ocidental.
Antes de ser um tema metafísico, o amor é um problema prático: ele orienta — ou desorienta — o modo como habitamos o mundo, cuidamos uns dos outros e organizamos a vida em comum. Ele é experimentado de forma imanente, parcial e objetiva por meio da faculdade da vontade — sede das emoções — não pela razão lógica isolada, quando separada da vontade, da memória e do sentir. O amor não se expressa como um pensamento, mas como aquilo que o antecede e o inspira. Amar não é apenas sentir — é aprender a perceber-se como parte de um corpo maior: humano, social e ecossistêmico. Simbolizado na expressão sânscrita OM (AUM), esse sentimento representa, segundo a epistemologia da Bhagavad Gītā, a semente original de todas as existências e a causa do próprio surgimento do universo.
O sagrado coração materno do judaísmo e do seu filho,
o cristianismo universal.
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